Integração Sensorial

A integração sensorial é um ramo da Terapia Ocupacional e define-se como um processo neurobiológico que permite ao cérebro receber, organizar e interpretar as informações advindas dos diversos sistemas sensoriais do corpo (como a visão, audição, tato, paladar, olfato, propriocepção e informação vestibular) de forma coerente e eficiente. Este processo é fundamental para a perceção e compreensão do ambiente, bem como para a coordenação motora e o desenvolvimento emocional, influenciando todas as áreas de envolvimento das crianças e jovens que apresentam estas dificuldades.

A integração sensorial é uma teoria que foi desenvolvida por Jean Ayres – uma conceituada terapeuta ocupacional americana – na década de 60. O princípio norteador desta abordagem baseia-se na premissa de que o processamento e integração de informações sensoriais por parte do cérebro influenciam diretamente o comportamento, as competências motoras, a atenção, aprendizagem e o desenvolvimento geral. Desta forma, perturbações de processamento sensorial que estejam na base de dificuldades de concentração, coordenação motora, equilíbrio, regulação emocional e dificuldades nas diversas interações sociais são o ponto de partida para a intervenção do Terapeuta Ocupacional especializado em Integração Sensorial, focando igualmente os interesses, motivações, características individuais e bem-estar das crianças e jovens.

Conhecida por ser uma abordagem centrada no brincar, são promovidas em sala oportunidades que visam as áreas referidas, tendo como objetivo o desenvolvimento global completo, saudável e envolvido.